Platônico.

Eu gostaria de escrever um lindo poema para uma pessoa. Emocioná-la com palavras sinceras, as quais fosse pelo menos um motivo de sorriso. Ah…! Um sorriso. Como prezo tal ato; como me dá forças e esperanças para enfrentar essa vida doce demais. Mas como? Se nem sei quem ela é… E tenho medo de miragens.

Sempre me achei um pouco idiota por isso, e certamente sinto isso agora. É meio difícil viver numa sociedade em que o sentimento parece ser secundário. Estou, sinceramente, encurralado em incertezas constantes. Afinal, o que tem de errado gostar, amar – sei lá – alguém? As coisas parecem tender ao errado quando algo assim começa.

Às vezes acho que sou calculista demais. Sou mesmo. Ainda mais em se tratando de “coisas” assim. Mas não é sem motivo, pois a balança está muito desequilibrada: tragédias demais para nenhum final feliz, e não estou forçando a barra. Isso cria um grande medo de errar, por tudo em risco, e, então, ver-se num mundo mais vazio ainda. A vida resume-se a um jogo de poker: você está disposto a por tudo a perder por um sonho?

Chega uma hora que você se cansa (eu me canso) e decide esquecer-se de tudo isso e viver a vida intensamente – não loucamente, por favor. Porém, mesmo assim há uma saudade estranha que vive a crescer dentro de mim. É de algo que só existiu no mundo das idéias, mas que tem manifestações intensas no meu mundo sensível.

“Ei, eu te amo! Vamos ser felizes?!”

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