O tempo: relativo ou reativo. (?)

Sem sombra de dúvidas este é um dos textos mais complicados que já tive o prazer (ou desgosto, quem sabe) de produzir, pois tem como “objeto de estudo” (ih, lá vem um papo científico…) algo muito abstrato, e reproduz pensamentos que dependem certamente da percepção de cada um sobre tudo aquilo que o cerca, sendo, então, conceitos subjetivos.

Gostaria de abrir um parêntese para um sentimento que tomou conta de mim durante a escrita deste mesmo: é tão bom escrever algo sem limitação temporal, semântica; sem todas aquelas malditas dicas (ultrapassadas e enfadonhas)… Sim indiretamente faço crítica a alguns “professores” de redação, que conseguem produzir um efeito opressor sobre mim. Mas não são todos, pois, sim, já tive professores de redação (sem aspas).

Voltemos ao assunto, quer dizer, que eu volte.

O que é o tempo? Existe definição para tal? Nas “concepções normais”, tem começo ou um fim talvez? Você consegue sentir o tempo? Cheirar o tempo? (tá bom, fui longe demais) Mas acho que foi possível entender  o que questiono. No livro “A fórmula de Deus”, há uma passagem, que no momento não posso repassar integralmente por que o livro se encontra em mãos alheias (emprestado), onde o tempo é caracterizado como aquele que tudo viu (presenciou). Então, dessa forma, poderia ser dito que o tempo seria eterno.

Mas, “puxemos um gancho” (como minha gloriosa profª Flávia diz), tudo aquilo que é abstrato sempre existiu e sempre existirá, a meu ver. Porém, a sua concepção não, pois esta está ligada com nossa existência, nós “simples” seres humanos (imagina se fossemos difíceis) não somos eternos. Se sua concepção está ligada a nós, então ela é relativa, pois depende, voltando ao que eu disse anteriormente, acaba por depender de nossa visão acerca do que nos cerca.

Isso nos leva a outra característica possível do tempo: a reatividade.

Como assim? Quer dizer que o tempo é fisicamente maleável? Tipo, podemos, então voltar no tempo?

Não, não é bem aí que eu quero chegar. Veja, entenda toda essa visão apenas psicológica, ou seja, analisemos tendo em vista as nossas mentes. O tempo é reativo para nós de acordo com a nossa situação. É como se ele assumisse um estado diferente de acordo com o que sentimos (pensamos) e agimos. Tomemos um exemplo bem simples de uma ocorrência acredito que geral:

O tempo parece voar quando estamos nos divertindo (sentindo bem em geral), porém parece eterno quando estamos assolados em alguma situação desesperadora (sofrível, difícil).

Exemplos voam por aí.

Amigos, desafetos, animais, protistas, amebóides, todos os seres vivos, a reatividade reforça a relatividade, e vice-versa. Porém existe apenas uma verdade profunda sobre o tempo, assim como para todas as outras coisas, todavia ainda parecemos demasiados limitados para tal feito.

O dia da verdade há de vir.

Primeiro é preciso identificar a limitação. Depois é preciso aprender a se ver de longe.

RdWalker.