Raison D’être.

Eu vejo o sol… Quão belo ele é! Quão devastador ele se mostra… Sobre mim, sobre meus pensamentos…

As vezes eu me sento e começo a encará-lo. Olho-o não diretamente como “aquilo-que-nos-dá-calor”, mas sim como um ser, com uma alma (o que seria uma alma? baaahhh!), e com sentimentos. (seria alma reflexo de nossos sentimentos? baaaaaah!). Ele se mostra forte, confiante, opulente! Tão feliz! Tão narcisista! Sim, isso mesmo! Todo dia nasce com o propósito de mostrar sua “beleza” e refleti-la em nós! (baaaaaah!)

As vezes chego a desejar sua felicidade instantânea (não, não é aquele álbum do CPM 22), mas sempre penso que não é o que quero. Como poderia me fazer tão feliz de tal forma, no mundo onde vivo? Veja, não é que eu morra de infelicidade, que eu tenho vontade de espocar tudo. Não, eu só estou querendo dizer que tal felicidade hipócrita, sem fundamentação, não faz meu “tipo”.

Eu observo o mundo e vejo que ele é podre, mas consigo ver suas belezas, e quantas belezas. A partir disso eu me mostro bem “simplista”: o que é belo me faz feliz, o que é podre me dói na alma, me agunstia.

Porém, todavia, entretanto, há algo interessante a ser dito: o que é belo me enfraquece de certa forma, pois me conforma, faz-me acomodar; já o que é podre me faz forte, pois intriga-me, dá-me ânsias de luta! Um objetivo, uma raison d’être.

RdWalker.