Sociogincana.

  • Dia 28 de agosto de 2009.

Uma bela sexta sem aula em virtude de um “grande” evento no Colégio Educator: uma gincana. Vinha considerando desde o dia anterior (quinta) o que fazer com o tempo livre que tinha às minhas mãos. De certo, obedecendo a tendência do meu ser, a primeira possibilidade  que veio em mente foi a de esticar meu sono, fugindo à regra imposta pela minha rotina massacrante; porém, eu tenho uma pessoa chamada Thaís em minha vida. Foi ela quem abriu outra possibilidade para preencher minha manhã, ou até meu dia todo. Ela simplesmente me propôs ir à gincana, a mesma que tornou minha sexta um dia livre, e que, agora, poderia torná-la ocupadíssima.

De início a idéia incomodava um pouco, pois eu realmente queria descansar no dia seguinte, e a preguiça consumia minhas entranhas, mas logo concluí que deveria cumprir meus deveres enquanto amigo e impor certos sacrifícios a mim. Falei a meu pai sobre as duas possibilidades, e ele enfatizou a minha obrigação de ir ao evento além de, à tarde, ir ao curso de inglês. Aquele plano dele me agradou menos ainda. Era mais cansativo… Envolvia Ônibus num horário nada agradável. Mesmo assim “abracei” a idéia.

Acordei mais tarde no fatídico dia (06h50min) – para meus padrões – e logo estava pronto. Fui com meu vizinho, o que, de certa forma, fugiu ao plano, já que eu iria com meu pai. Melhor pra ele. Durante a viagem, eu pude perceber as camisas de suas respectivas equipes que meus amigos usavam. Olhei para mim e vi apenas uma camisa preta sem graça e sem significado algum. Aquilo me deixou estranho, como se fosse um alienígena, um… Sem definição – isso serve tanto pra classificar o que eu sentia quanto para definir o que eu era naquele pequeno contexto.

Vou acelerar um pouco essa história.

O importante é saber que eu acabei ficando o dia todo na gincana, conseqüentemente, nem fui pro curso de inglês (yeaaah! yeahhh! yeaaah!). Aí eu acabo confundindo qualquer um. O que foi mais importante: não ir ao curso, ou ter participado da gincana? A resposta se mostra óbvia, até porque eu não perderia meu tempo só pra falar da minha “felicidade” de não ter ido à um mero curso de inglês.

E o que isso tem a ver com sociologia (socio-gincana)? Tudo, simplesmente tudo! Temos uma concentração de fatos sociais dentro de um mesmo (gincana) – isso existe?; temos uma intensa interação entre pessoas que, apesar de viverem num mesmo contexto, possuem ideologias diferentes; e o principal, que está até ligado com o que escrevi há pouco, o significado revolucionário que esse evento apresentou.

A gincana, pelo o que pude notar, é algo muito além de uma simples competição. Ela é um belo exemplo de como um objetivo comum consegue unir um grupo, não sejamos hipócritas, completamente heterogêneo. É algo magnífico! Toda aquela união, energia, etc. Tudo por um ideal, que, pode até ser “banal” – ganhar a gincana- , mas que exerce todo esse poder. Isso lembra, numa escala menor, é claro, os tempos dos caras pintadas dos anos 90, e dos estudantes perseguidos dos anos de ditadura.

Que magnífico!

Ps: o temática desse texto é muito complexa, por isso prometo escrever uma continuação (ou continuações), e, ao concluir tudo, contruir uma bela dissertação (arrgh).

Rd.Walker.