Historinha de vampiro…

11632heartUltimamente as idéias parecem estar em contínua fuga de minha cabeça. Nada se organiza direito! É frustrante a pessoa sofrer com tanta coisa na cabeça e não conseguir focalizá-las com clareza necessária para encontrar a compreensão. Venho procurando qualquer forma de voltar. Qualquer mesmo.

Ainda doente intelectualmente, eu me pus a terminar de ler Eclipse (sim… Rodrigo – eu – lê “Edward e seus amiguinhos”). É muito interessante a minha relação com essa série, são momentos de grande volatilidade. Há momentos que me sinto confortável com a leitura – sugiro que aqueles se consideram “machões” (ignorantes! cof, cof. ignorantes! cof, cof.) demais não leiam esse texto -, e há alguns (são muitos) em que sinto vontade de denunciar a autora ao Ministério da Saúde por escrever um livro capaz de causar ansias de vômito.

Mas, um dia deparei-me com algo interessante: num diálogo na fatídica Lapush, Jacob – ou Jake para a muitas vezes irritante Bella – questiona Bella sobre a humanidade de Edward, numa tentativa de convencê-la a ter o jovem lobisomem como novo parceiro – ai, ai -. O rapaz baseia-se no fato de que o garoto vampiro não possui um coração pulsante em seu peito – o símbolo do amor para bastante gente mundo afora -, além de ser um ser literalmente frio; e, assim, aproveita para expor como ele (Jacob) era exatamente o oposto. Edward é nessa perspectiva algo desumano, e, assim, indigno do amor de Bella – obsessão! cof, cof. Obsessão! cof cof. Algo intrigante, pois nesses parâmetros a existência humana se define pela capacidade de “produzir” sentimentos, o que vai contra um dos pensamentos mais difundidos: os homens definiram-se pela razão (é claro que não são essas as palavras).

Isso não se torna simplório ao lembrarmos que Guerras são patrocinadas pela ganância e/ou em prol de um sentimento mesquinho de vingança; agimos contra nossos “princípios” por uma paixão (ou simplesmente paixonite); muitos comem pela simples sensação agradável que uma comida suculenta pode trazer, e várias vezes esquecem de levar em consideração a própria saúde. Vendo o que vem ocorrendo no mundo ao longo dos séculos, sinto-me seriamente inclinado a levar em consideração tal pensamento. Somos dominados, afinal, essencialmente pelas sensações que sentimos e podemos vir a sentir, e muitas vezes instintos animalescos.

Mas algo me parece mais forte ao ser humano: a capacidade de amar. A questão não é que só os humanos possam amar, mas sim que isso me parece mais presente em nós. Uma pessoa pode sobreviver com pouco dinheiro, mas não sem amor; ela enlouqueceria rapidamente. Do que adianta sermos seres cheios de razão se não tivermos algo que nos dê forças para seguir esse caminho tão tortuoso que é a vida? Seria tudo tão vazio…

Quando se diz que alguém ou alguma coisa é desumana por cometer alguma atrocidade , é por que no fundo sabe-se que o homem é definido pela capacidade de amar.

O Garoto-Dentinho pode ser humano afinal… (urgh!)