Mel é o futuro!

bxk22741_abelha-_-rubio-marra-1-800  Ta. Até agora eu escrevi basicamente de coisas essencialmente psicológicas – subjetivas. É claro que há textos como Sociogincana que fugiram a esse “padrão” vigente até agora. E hoje, acordei do meu sono da tarde ao som de um magnífico coral de passarinhos. Passarinhos estes que todas as manhãs fazem uma “pequena” reunião na goiabeira dos fundos da minha casa. Sempre abro a janela para ficar a admirando-os, e para tentar arrumar forças para enfrentar mais um dia cansativo – adoro dizer isso. A natureza é algo definitivamente surreal.

 E pensar que toda essa beleza é tratada como lixo – e com lixo – por uma parte significativa da sociedade, o que inclui nosso querido governo – não, professores de redação, eu não tenho dados estatísticos, nem citações sobre isso! São Luis é um exemplo excelente sobre isso. Aqui, presenciamos os inúmeros atentados a um dos mais importantes rios da ilha – Rio Anil. Toneladas de lixo e esgoto são simplesmente despejados diariamente em seu leito; suas nascentes são cada vez mais ameaçadas pelo avanço descontrolado e mal pensado da cidade e pelo lixo que também é despejado ali.

 E mais. É de dar risadas de tristeza saber que mais e mais condomínios são construídos no quilo em áreas verdes sem seguir qualquer forma de planejamento e fiscalização do Estado. Isso, além de ser um crime ambiental, traz problemas em vários outros setores da cidade – o trânsito ludovicence que o diga-, uma vez que a alta concentração de condomínios fechados (verdadeiras ratoeiras) exige uma boa engenharia de trânsito visando um bom escoamento da enorme frota de veículos proveniente dessas moradias (minha mão treme ao tentar considerar tais construções como moradia). Um exemplo disso é o Brisas. Até agora eu não consigo entender como diabos os engenheiros desse projeto conseguiram planejar a construção de 20 prédios com o que? Uns 48 apartamentos minúsculos cada? Numa área tão pequena! Ta, não é tão pequena, mas ao imaginar 20 monstrengos espremidos ali ela se torna irrisória.

 Dessa forma, começo a imaginar que o ser humano (pelo menos o ludovicence…) tende a evoluir para formigas ou abelhas; já começamos a construir nossos formigueiros e colméias por aí afinal. Basta esperar pelo par de antenas e pernas a mais, sem mencionar os milhares de magníficos olhos que impulsionarão a indústria oftamológica mundo a fora. E mais! Seremos referência na produção de mel; teremos um exército imbatível (formigas agüentam mais de 80 vezes do seu peso)! E não haverá mais problemas quanto a estética, e… e… e… AH!

Acho que li Metamorfose (Kafka) demais…