Cinderella.

E repentinamente lá estava ele. Andava com ela ao seu lado. “Ela quem, meus Deus!?”. Só sabia que eram amigos desde sempre, como se nada antes tivesse existido ou feito sentido antes do momento no qual eles se conheceram. Falavam do mundo, e  mundo falava deles; riam de tudo, mas ninguém se importava com aquilo – eram apenas malucos. Que fossem! Eram eles; eram deles! Bastava que um compartilhasse seu interior com o outro, e vice versa. Alfa e Omega.

Lágrimas escorriam de seus olhos, percorrendo seu rosto e unindo-se na ponta do queixo como dois rios que deságuam na mesma foz. Uma cena trágica talvez, mas não ali. Era a felicidade de um infeliz, o impossível sendo possível por um minuto. Pois ali, e somente ali, ele poderia ter tudo o que sempre quis.

Pobre rapaz, tão cego a acreditar que a solidão é sua maior amada…