Floricultura.


Não sei por que isso vem… Apenas vem. É um aperto no coração, um gritar sufocado de uma alma já cansada de (querer) sofrer por missões atemporais, “aespaciais” (se é que isso existe). Talvez sejam sonhos demais para uma única pessoa. São muitos olhares perdidos, sorrisos esquecidos, explicações e motivações incompreendidas (para os outros).

Pelo o que, ou por quem vivo? Não sei. É isso que busco desde que me dei conta de minha existência. E você chora, esperneia, transpira, grita, faz cara de mau, mas “ninguém” ouve, nem parece querer saber, se importar. Mas, esse abstrato maldoso nem precisa representar um todo; pode ser uma pessoa, a pessoa. Não se sabe quem é ao certo, ou se sabe, na verdade tem-se apenas a fé em que seja. Aquilo lhe faz feliz.

Certamente a ignorância é o catalisador dessa reação, pois traz a incerteza, que consigo leva a desconfiança, e tudo isso nos deixa aflitos, amedrontados – fazemos loucuras em seu nome. Não saber o que, por que, como, em quem pensar é demais!Assim cada passo parece cercado de minas, que quando explodem, levam partes de nós. Ainda têm os outros.

  • O Ermo.

E olho para meu jardim. Quão belo ele é! Mentira, só interessa-me as rosas; mas até entre elas existe a que mais chama minha atenção. Ela tem espinhos como “qualquer” outra, e os dela são os únicos que não me ferem. Pode até apodrecer, definhar, porém seu aroma já está impregnado em mim. Outras nascerão; posso até gostar de suas fragrâncias e formas, e por isso terei muito zelo por elas. Perfeitas! No entanto, nunca me esquecerei daquela Rosa que cultivei e que ainda cultivo nas vastas e esquecidas terras do meu coração.