Ermo sentimental.

Pensamentos ociosos

De um jovem a acreditar,

Com uma esperança infantil,

Numa realidade há muito sepultada.

.

A neblina perdura em seu olhar.

Seus sonhos são perdidos…

Um por um, dois por dois,

E isso nem é matemática!

.

E por sozinho suportar,

Em sua teia de romantismo,

Fracassos tantos de uma vida sem sentido,

Suas lágrimas congelam junto a si.

.

A solidão, derradeira companheira nas enfermidades,

Em seu rastejar amoral,

Inocula seu veneno na alma imaculada:

O mais ignorante dos românticos.

.

E, assim, em sua fuga desesperada,

Ele cai,

Não levanta,

  E vê a vida passear nesse estranho ermo sentimental. 

Rodrigo Viana Passos.