Refúgio.

Numa terra nem tão distante

Canções exaltam o amor

Mas homens maus destroem suas belezas

Num impulso sedento por poder.

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Uma ilha de sonhos,

Aventuras e desventuras esquecidas

De um povo belo, magnífico!

Que hoje rasteja em suas dores do passado-presente.

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Não sabem mais o que são

Homens, mulheres, máquinas – aos farrapos

Meros instrumentos da vontade divina

Cegos por promessas de salvação.

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Que deuses são esses?

Em seus trajes finos, divinos;

A verdade dissimulada por seus salmos de mentiras,

Magos do verbo corrompido.

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Oh, céus! Sinto-me abandonado nesta carnificina moral.

Meu corpo treme em torpor;

Minhas lágrimas caem de pesadas – desesperadas.

Eu só quero acordar desse pesadelo inevitável que é a realidade.

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Oh, minha querida desconhecida, vamos fugir?

Para um mundo mágico quero te levar;

Onde os cantos do destino são para ti e mais ninguém,

Pois esse mundo é você, meu refúgio preferido.

Rodrigo Viana Passos.