Por quê…?

Talvez…

Só talvez…

Ou apenas assim,

eu veja,

e aprecie um pouco…

.

De mim,

de ti,

deles.

Do mundo

um pouco

.

Mas eu fico mudo.

Algo me ofusca;

a ti,

a muitos.

.

Desculpa…

Escutas esse brado sufocado?

Não…?

Desculpa…

Por não me fazer presente

na tua vida;

nas minhas palavras passadas…

Cansadas,

pesadas,

atrasadas…

.

O silêncio,

sonoro como uma sombra,

sonda minha mente

à procura da luz daquele verbo que,

timidamente,

de mim

brotou silente à tua procura.

.

Porém,

na obscuridade de meus atos,

faço-me ausente do teu ínfimo ser.

.

Sou a prova viva de que tentar e errar não é humano:

é desumano,

divino;

é, definitivamente,

Infinito.

Rodrigo Viana Passos.