Um hino à política, por favor.

Uma vez uma professora minha me “esculhambou” por eu ter comparado a política maranhense ao futebol. Até hoje eu me pergunto por que essa relação não pode ser feita.  Minha teoria dizia que as pessoas – eleitores – se comportam como torcedores fanáticos, como se um partido ou figura política fosse o time do coração. Há camisas, canções, foguetes e nada a pensar – é apenas emoção de se sentir parte de algo mesmo -, e o principal é secundário. No final das eleições, porém, essa coisa toda acaba. Só pra ficar registrado: eu ganhei um quase zero nessa redação, além de várias interrogações vermelhas e observações sem sentido. Tudo bem…

Ontem eu voltei a pensar sobre isso, só que num sentido diferente: pra onde vai a energia reivindicadora da população em meio a tanta merda, Halneik? Pro futebol, eu te digo. Veja: o Corinthians foi eliminado da libertadores, então tem pichação, carro quebrado, gente sem muito o que fazer no aeroporto esperando para falar besteira para os jogadores sonolentos, e muito mais. Ironia ou não, o time citado ainda inventou uma estória de República do Corinthians – algo assim. Boa ideia até. Acho até que fizeram isso para amenizar os protestos. Mas aí é futebol, oras! Agora, Sarney eleito presidente do Senado é igual a… Nada, ou quase isso. Palmeiras empata o primeiro jogo do paulistão (e eu estava até no Pacaembu) significa protestos esquentados em todos os cantos da cidade contra o treinador, presidente, os jogadores, massagistas, cozinheiros etc. E eu nem vou falar das eleições nesse clube – cristo, quanta confusão. Porém, aumento exponencial no salário de deputados em detrimento de aumento irrisório do mínimo provoca… provoca… provoca um sussurro em Brasília, além de uma oportunidade de políticos darem início a um parlatório bonito e hipócrita sobre isso. “Ah, mas isso é um absurdo! Mínimo de 600 reais! Mas meu salário tem que aumentar também…

Bem… Eu cansei agora, e até me irritei um pouco com os exemplos e comigo mesmo, pois eu sou um acomodado também, que se descabela todo num jogo do Flamengo. Já quebrei jarros com almofadas e muito mais. Até que me empolgo falando sobre política com outras pessoas, mas acho que ainda faço pouco. É, tenho que mudar.

Obs: só pra ficar claro: eu não sou a favor de manifestações violentas. Usei apenas o exemplo do Corinthians para demonstrar como tem muita gente que faz muito, e até errado, por futebol e pouco, ou quase nada, enquanto ser político.