Verde-cana.

A palavra estava perdida.

O pensamento?

Também não se sabia onde estava,

Nem ele sabia onde cair…

Os lugares e mentes são cada vez mais inóspitos.

.

“Pense e  olhe onde pisa!”,

dizem-me algumas vozes meio sem vida,

de corpos sadios, mas de alma morta…

e peitos gélidos.

Peitos gélidos…

Carapaça de mentiras… Sangue de barata.

.

Palavras morreram…

Pensamentos entraram em luto eterno.

“Todos” vestem-se para o enterro mais triste da história.

Vou de verde-cana.

.

Encontrei primeiro uma.

Depois outra, e outra, mais aquela e essa,

mais acolá do que para cá.

Pelo menos reencontrei minha palavra,

e, perdoe-me quem quer que seja:

não foi numa mesa de bar.

Eu, Rodrigo Viana Passos.