Do poema.

Prometi com a partida
Escrever um poema por dia.
Quanta maldade fiz pra mim!
Escrever tanto assim? Dói…
Dói o ego, mãos e costas;
Coça orelha, nariz e garganta;
Ofega o pulmão,
Tenho taquicardia
E o pensamento estanca na ladeira.
Tanta moléstia num momento só.
.
Falarei dos poemas agora.
Não são limpos, sujos
Nem um apenas.
São tudo uma falta de bom senso.
Andam sem jeito pisando no seco,
Mas molhados ficam por um acaso.
Por isso não são nada!
São todos pedaços da minha vida.
Rodrigo Viana Passos